A Cruz de
Zé Leão e
uma imagem
de Nossa
Senhora por
traz: Cristia-nismo
e misti-cismo
se misturam
dentro da capela.

 

 

Diz a história que Zé Leão foi um forasteiro vinha da Paraíba e foi acumulando riquezas, as quais alguns dizem ter sido alcançada a custa de apropriações de terras e roubo de gado. De certo sabe-se que era de fina estampa e possuidor de um formoso cavalo branco, no qual passeava em montaria. E, com isso, tornou-se o preferido das moças da região. Comentam que essa riqueza e beleza teriam sido a causa de sua morte. Com raiva dele, grandes proprietários da região resolveram fazer-lhe uma emboscada no dia 20 de janeiro de 1887. Pegaram-no, fizeram uma fogueira e o colocaram dentro; e, para aumentar a sua dor, antes ainda cortaram-lhe as pernas. Conta-se que mesmo assim Zé leão ainda conseguia pular para fora da fogueira, sendo sempre reconduzido ao fogo por seus algozes. Na hora em que Zé Leão sempre chegava em casa, só chegou o cavalo, que conduziu até o local da emboscada, mas já não havia o que fazer. Em conversa com uma das bisnetas de João Toscano, a Sra Da guia, ela afirmou que na verdade teria sido o seu bisavô o autor do crime e que Zé Leão só foi reconhecido devido a não possuir um dedo em uma de suas mãos. Fato é que uma cruz foi colocada no lugar de sua morte e, com o tempo, ganhou devotos que dizem ter alcançado graças à partir do finado Zé Leão. Atualmente, a capela com a cruz ainda podem ser vistas alguns metros a oeste da cidade.
Ex-voto
deixado na
capela
por uma graça
alcançada
Vista externa da capela. Por ser pequena, um pequeno altar foi improvisado do lado
de fora

 

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