Justificativa
É
incontestável o poder de atração que uma imagem
fotográfica possui, a áurea mágica, que gira em
torno da sua capacidade de eternizar um momento e comprovar
uma realidade, chama a atenção de todos, encantados ainda
pela possibilidade de espiar as pessoas e coisas pelas fechaduras da
foto - serem voyers - desenvolvendo neles
o desejo de tocar e conhecer as imagens - pessoas, objetos e paisagens
ali expostas.
Por sua vez, há um enorme potencial sendo desperdiçado
em municípios que são praticamente desconhecidos do público,
belezas escondidas, paisagens rústicas, histórias e estórias
fabulosas, pessoas extraordinárias que guardam em si um enorme
conhecimento que pode desaparecer com elas. Tudo isso sem receber a
devida valorização.
Capturar na armadilha fotojornalística esses tesouros é
imprescindível. Levar a informação guardada no
seio de localidades, que são, por vezes, verdadeiras fantasias,
ao conhecimento geral das pessoas, para todos terem consciência
dessas riquezas, e ao dos próprios protagonistas das reportagens,
para que estes, descobrindo a si mesmos, busquem uma coesão sólida
e possam desenvolver uma forma de economia capaz de patrocinar o crescimento
e manutenção de suas histórias, assim como vem
acontecendo nas montanhas do Rio Grande do Sul, onde o turismo rural
tem se transformado em uma importante fonte de renda para os moradores.
Desejo expor a capacidade da fotografia em ser um documento social,
que é, verdadeiramnete, um registro de mundo; sendo que, além
disso, é, ao mesmo tempo, uma atividade artística, onde
a objetividade do registro fotojornalístico não interferi
na subjetividade artística e, como tal, é capaz de estabelecer
o processo de comunicação por si mesmo.
Este
é um exemplo de jornalismo como uma utilidade pública,
da maneira como o sempre deveria ser; proporcionar a comunicação
é fornecer um meio de contato entre as pessoas, que se informam
através dele, sobre os fatos do mundo e, a partir do conhecimento
adquirido, estabelecem uma evolução em suas relações.