Minha
cidade velha, cidade sorridente
Casas cercadas por serras,
Que sorriem para as suas flores
A prefeitura e o prédio mais bonito
A igrejinha branca, um mar de santidade
De
um lado e outro, rios a cercam
Sempre periódicos, sempre vazios
Bem
de longe, um pequeno monte
Preces, sonhos, promessas, orações
De um lado Santana
Do outro Cajueiro
E assim, mais serra
Mais sertão
Um
carro rola pela rua
Movimento a noite, na pracinha
Casais murmuram amores
Nas calçadas, velhotes falam de políticas
E os jovens do próximo baile
Minha
cidade velha, tão nova
Que o progresso ainda não arrasou
Que ainda possui crianças brincando nas praças
E andorinhas à tardinha
Tudo cheio de flores
Sino na Ave Maria...
Minha cidade velha, Oh! Cidade minha!
Ana
Mª Azevedo